Em Campo Grande, profissionais da área da saúde e acadêmicos soltaram a voz na mobilização contra o PL do Ato Médico - 10/03/2010 às 13h11m

  • O dia 09 de março de 2010 será sempre lembrado como um dia de fazer valer a luta pelo trabalho multidisciplinar na área da saúde. Isso porque conselhos da área da saúde de dezoito estados brasileiros, dentre eles os Conselhos Regionais de Psicologia, se organizaram em manifestações, atividades que integraram a mobilização nacional pela rejeição do chamado Projeto de Lei (PL) do Ato Médico, que vem tramitando no Senado Federal. Se o PL for aprovado, representará um retrocesso para o segmento, prejudicando a autonomia das outras 13 profissões da área, além de impedir a organização de especialidades multiprofissionais em saúde.


    Em Campo Grande, o Conselho Regional de Psicologia 14ª Região MS/MT (CRP14), juntamente com o Conselho Regional de Fonoaudiologia 6ª Região (CRFa6), Conselho Regional de Serviço Social 21ª Região (CRESS-21), Conselho Regional de Educação Física 11ª Região MS/MT (CREF11/MS-MT), Conselho Regional de Enfermagem MS (COREN-MS), Conselho Regional de Farmácia MS (CRF-MS), Associação do Fonoaudiólogos de Mato Grosso do Sul (AFAMS) e Centros Acadêmicos das universidades de Campo Grande, realizou neste dia, na Praça Ari Coelho, uma manifestação, com apitaço, caminhada e distribuição de adesivos e panfletos, para chamar a atenção da população sobre as conseqüências que o Ato Médico trará. A coordenação desse grupo ficou a cargo da conselheira Elisete de Oliveira.


    "O mais importante é que todos que vieram participar dessa mobilização realmente estão empenhados nessa luta contra o PL. É possível perceber também que estão surgindo vários desdobramentos, como por exemplo, a ideia de se promover debates nas universidades, que contem inclusive com a presença de médicos. Temos que levar essa comunicação para a sociedade", avaliou o conselheiro Carlos Afonso Medeiros, presidente do CRP14, acrescentando que quando esse movimento ganhar êxito nacional, a população realmente compreenderá a importância dessa não aprovação do Projeto de Lei.


    Um exemplo disso foi dado pela professora Leda Mara Bertoloto Nunez, coordenadora do curso de Serviço Social da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). Segundo ela, no Serviço Social, que apesar de não trabalhar com procedimentos invasivos, o Ato Médico certamente trará conseqüências, porque boa parte dos profissionais atua justamente no setor da saúde. "Ao contrário do que muitos imaginam, não estamos somente na área social", explicou.


    A ajuda valiosa nesse dia de mobilização veio da parte dos acadêmicos dos cursos da área da saúde, que tiraram dúvidas e esclareceram as pessoas que passavam pela Praça, sob a vista de seus professores. "Eu acredito que os alunos estão ficando mais politizados, estão sendo multiplicadores da informação. Eles têm muita consciência das suas ações", enfatizou a professora Eveli Freire de Vasconcelos, coordenadora do curso de Psicologia da UCDB, que teve em sua companhia as professoras Norma Cosmo, também da UCDB, Vera Nice Assumpção, coordenadora do curso de Psicologia da Anhanguera/Uniderp, e da conselheira Beatriz Xavier, docente da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).


    O acadêmico de Psicologia da UFMS, Thiago Machado, destacou que essa luta contra o PL não se resume apenas a uma questão de mercado. "Na verdade, a nossa maior preocupação é como ficará a situação da saúde no Brasil", destacou.


    Mais informações sobre o PL do Ato Médico podem ser encontradas no site: www.naoaoatomedico.org.br


    As imagens da manifestação podem ser conferidas em nossa Galeria de Fotos.
Autor: CRP14
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