O conselheiro Carlos César fez um breve relato do evento e disse que o que mais lhe chamou a atenção foi o fato de que todos os participantes concordaram que a melhora das ações realizadas nessa área depende de um trabalho em rede. Segundo ele, no estado do Maranhão, já existem experiências bem-sucedidas em trabalhos feitos por redes compostas por diversos profissionais. Alguns dos componentes da comissão analisarão a publicação, gerada por esse seminário, para debaterem o assunto nos próximos encontros.
Outro ponto sobre o qual que todos os profissionais presentes na reunião entraram em acordo, foi a inserção da disciplina de Psicologia Jurídica na grade das universidades. Para esses psicólogos, um dos grandes desafios é começar a atuar no segmento sem ter uma preparação acadêmica consistente.
A questão do "Projeto de Lei do Depoimento sem Dano" também esteve na pauta do encontro. O conselheiro Carlos Afonso, presidente do CRP14, acredita que a medida visa atender apenas às necessidades jurídicas, e não da criança envolvida. "É necessário alertar aos juízes de que essa prática revitimiza a criança", enfatizou, questionando também se o menor que é submetido a essa prática recebe, de fato, todo o apoio que precisa.
Por fim, os participantes discutiram sobre a formação de um Grupo de Trabalho (GT) do "Sistema Prisional", que terá o objetivo de atender às demandas sobre o exame criminológico, tema que terá uma definição na Assembléia das Políticas, Administração e das Finanças (APAF), no mês de maio.
As reuniões da comissão da Psicologia Jurídica acontecerão na última sexta-feira de cada mês, às 17h, na sede do CRP14.
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