O diretor da organização, Getúlio Gideão Bauermeister, diz que a entidade foi fundada em 2009, com a ideia de realizar trabalhos na área social. A oportunidade de se aprofundar ainda mais no tema veio com a tragédia no Haiti. Por isso, nesse momento, juntamente com as psicólogas Danielli Rodrigues Rojas e Talita Bonifácio Borges, ele recebe orientações de professores da Universidade na qual se graduou, como as da psicóloga Ângela Lapa Coelho, doutora e pós-doutora em Psicologia Social pela University of Manitoba, do Canadá. "Ela nos oferecerá uma capacitação que trata somente de situações das emergências e catástrofes, uma área que ela conhece bastante", explica Danielli. "Somos bastante gratos aos nossos professores, porque nos deixaram um caminho muito amplo para pesquisarmos", completa Getúlio.
Sobre os recursos financeiros, eles informam que estão buscando auxílio junto às autoridades políticas, para que os profissionais possam se manter no Haiti pelo menos durante o período proposto, que é o de seis meses. Já a viagem até o país será feita em aviões da Força Aérea e da Presidência da República. "Nossa despesa, na verdade, não será muito grande. Só que pela experiência que já adquiri, sei que não vamos ficar falando apenas de Psicologia para os haitianos. Vai chegar um momento em que vamos precisar comprar brinquedos ou comida, por exemplo. Caso contrário, a meta principal da Psicologia acabará por se perder", explica Getúlio. "Para que o nosso trabalho funcione, é preciso que as necessidades básicas da população sejam atendidas", acrescenta Talita.
Os três profissionais reforçam que quem quiser ajudar, independentemente de ser formado em psicologia ou não, será muito bem-vindo aos "Psicólogos sem Fronteiras". Os interessados em colaborar com a ONG podem entrar em contato pelo telefone (67) 9221-1886 ou através do e-mail: missaohaiti@psicologossemfronteira.org.br. Mais informações sobre o grupo podem ser vistas no site www.psicologossemfronteiras.org.br.
Novo espaço - E o CRP14, que sempre busca apoiar as ações de promoção das políticas de auxílio humanitário, ofereceu o espaço de sua sede para que este funcione como um ponto de atividades e de reuniões dos "Psicólogos sem Fronteiras". A parceria foi firmada no dia 29 de janeiro, em reunião com conselheiros e integrantes da ONG.
O conselheiro Carlos Afonso, presidente do CRP14, considera muito corajosa a iniciativa desse grupo de psicólogos. "Todo ser humano que tem sensibilidade e que assiste na TV o sofrimento daquelas pessoas, provavelmente sente vontade de ajudar de alguma forma, mas geralmente não sabe como. E nós, Psicólogos que lidamos com o ser humano nas diferentes situações, não podemos apenas assistir e não fazer nada", enfatiza.
Ainda segundo ele, o papel dos profissionais, enquanto Conselho de Psicologia é de apoiar iniciativas como esta, "em uma visão de Psicologia Social, que pode unir a Ciência e a Prática em uma ação efetiva de conforto psicológico àquelas pessoas do Haiti".
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